Neste artigo, você vai descobrir 9 Técnicas Infalíveis e Práticas para Gastar menos do que Ganha.

Em uma pesquisa realizada no início do ano passado, o Serviço de Proteção ao Crédito (o famoso SPC), constatou que cerca de 62 milhões de brasileiros começaram 2019 inadimplentes, isto é, com o CPF negativado.

Considerando que o Brasil tem aproximadamente 210 milhões de habitantes, o número de negativados chega a quase 30% da população nacional.

Isso é MUITA coisa.

Segundo o próprio SPC, essas dívidas são causadas por dois fatores principais: mau uso do crédito e falta de controle das finanças.

O Problema do Parcelamento

A chamada cultura do parcelamento, na qual as lojas fornecem opções mais “suaves” para o pagamento, pode ser o maior risco para o descontrole dos gastos.

Quem não fica atraído em comprar aquele celular dos sonhos em 12 vezes?

Encaixar essas parcelas no seu fluxo de caixa futuro pode gerar grandes incertezas, que não surgem no momento da compra.

Se você recebe um salário de R$ 5.000,00, mas no próximo mês já sabe que precisa pagar R$ 500,00 da parcela do seu celular (comprado em 12x), você não deve pensar que o seu salário ainda é R$ 5.000,00, mas sim R$ 4.500,00.

Tudo o que é comprado, seja em quantas vezes for, precisará ser pago no futuro.

gastar menos do que ganha

Ninguém gosta de ver os boletos se empilhando no final do mês. A verdade é que a vida de muitas pessoas se resume a trabalhar incansavelmente para pagar as contas no final do mês, com uma margem mínima para fazer alguma atividade fora da rotina, que exija um gasto maior.

Também estão inclusos nisso aqueles gastos inesperados, sobre os quais não temos nenhum controle, como o tratamento do cachorro que ficou doente, uma manutenção no pneu que furou, entre outros.

São realmente aquelas coisas que, querendo ou não, acabam acontecendo.

9 Dicas para Gastar menos do que Ganha

A pior situação que existe é aquela de receber o salário e ver, depois de um ou dois dias, a conta zerada, fruto do pagamento de uma infinidade de boletos.

A dívida limita a nossa vida e a nossa liberdade, por isso, é preciso achar maneiras de criar um controle.

Se você olhar todas as suas contas do mês passado, eu duvido que não tenha algo que você olha e pensa: “Mas por que eu comprei isso?

Aquela pessoa que durante muito tempo não conseguem gastar menos do que ganha acaba caindo na Corrida dos Ratos, conceito popularizado no famoso livro Pai Rico, Pai Pobre, que consiste nas pessoas que estão sempre com a corda no pescoço (do ponto de vista financeiro) e não conseguem economizar nem quando começam a ganhar mais.

corrida dos ratos

Muitos gastos que temos acabam sendo desnecessários, mas acabamos nem notando, já que são “pequenos”, como os que vou colocar aqui embaixo:

  • Monte uma Reserva de Emergência

Crie um fundo para emergências, que inclua uma quantia igual a todas as suas receitas mensais (pelo menos com 3 meses)

Isso ajuda no momento de gastos inesperados, nos quais, caso não exista uma Reserva, vão implicar na necessidade de endividamento, através de cartões de crédito ou empréstimos

  • Se você ganha pouco, não invista em ativos financeiros, mas em você

Quando você ganha pouco dinheiro (e já possui uma Reserva de Emergência), não compensa sacrificar uma pequena parte do seu contado dinheiro para investir, simplesmente porque as valorizações, mesmo se forem grandes (até no caso das ações), não vão compensar.

Nesses casos, o melhor a fazer é investir em você, principalmente em conhecimento que te ajude a conseguir aumentar a sua renda.

  • Viva abaixo do padrão

Muitas pessoas gastam quantias absurdas de dinheiro tentando mostrar um estilo de vida para os outros que não se encaixa com a sua realidade financeira verdadeira.

Elas usam roupas de marca, comem em restaurantes bons, gastam fortunas em festas, entre outros, mas o que ninguém sabe (e que não está no Instagram) é que escondem imensas dificuldades para pagar as contas dos cartões de crédito no final do mês.

Se você gasta demais com itens supérfluos e está com dinheiro contado, talvez seja uma boa diminuir o seu padrão de vida, isto é, viver um degrau abaixo da sua capacidade financeira.

  • Se você precisa calcular parcelas, não compre

Antes de comprar algo parcelado, muitas pessoas começam a pensar e fazer cálculos para observar se o valor se encaixa no seu fluxo de caixa.

Em um futuro incerto, não comprometa todo o seu orçamento com dezenas de parcelas para adquirir um produto, isso “engessa” as suas contas por um bom período de tempo.

  • Tire o seu Cartão de Crédito do Chrome

O Google Chrome é um dos navegadores mais utilizados no mundo.

Ele adora salvar as suas senhas, dados e cartões de crédito, o que torna o ato de consumir muito fácil, basta um clique.

Se está sem dinheiro e não quer ser induzido a comprar coisas na internet (que na maioria das vezes são desnecessárias), tire TODOS os seus cartões de crédito do salvamento automático.

  • Revise Assinaturas

Nós vivemos na era das assinaturas. Todas as empresas querem tirar um pouquinho do seu bolso todos os meses.

Revise o que você paga todo mês e exclua todas aquelas assinaturas que você não usa e que são praticamente desnecessárias

  • Não pague taxas desnecessárias

Hoje em dia, não existe mais motivo para pagar taxas desnecessárias, principalmente as taxas bancárias.

Abra agora mesmo uma conta corrente em uma instituição que não cobra taxas para manutenção de conta e também taxas de TEDs, que são gastos desnecessários quando existem soluções no mercado que entregam o mesmo serviço sem cobrar.

  • Não compre ativos que depreciam (que também podem ser chamados de passivos)

Algumas pessoas que tem boas condições acabam perdendo tudo por gastar grande parte do seu dinheiro comprando bens que depreciam e que exigem desembolsos adicionais para a sua manutenção ao longo da sua vida útil.

É o caso de carros, barcos, quadriciclos, motos, etc… (todos esses bens precisam de desembolsos após a compra, relacionados a impostos, taxas, manutenção e consertos)

  • Não pegue empréstimos/financiamentos desnecessários

Esse ponto é mais prejudicial ainda quando combinado com o anterior.

Muitas pessoas pegam empréstimos para financiar bens que se depreciam e exigem desembolsos adicionais para o uso.

Isso é uma decisão burra, visto que a combinação dos juros do empréstimo com os desembolsos adicionais exigidos pelos bens é responsável por drenar uma boa parte do seu orçamento no final do mês.

Parece pouco, mas se você eliminar R$ 100,00 mensais são R$ 1.200,00 a mais em um ano.

Esses são os gastos que lembrei agora, mas existem diversas outras oportunidades para cortar ainda mais os gastos, sem precisar diminuir muito a qualidade de vida.

Além disso, os cartões de crédito, débito automático e as transações virtuais podem acabar criando uma falsa impressão que se pode gastar mais dinheiro do que se realmente tem, o que sabemos ser algo insustentável.

Como Comprar Apenas o Necessário

Comecei a perceber que na grande maioria das vezes, muitas coisas que eu comprava acabava nem usando, só representavam uma perda de dinheiro e de espaço, já que os produtos acabam sendo armazenados.

Sendo assim, uso algumas perguntas antes de comprar qualquer coisa.

  1. Quero comprar esse produto? (na maioria das vezes a resposta vai ser “sim”)
  2. Realmente preciso comprar isso? Isso é necessário na minha vida? Resolve um problema relevante que tenho?
  3. Posso comprar esse produto sem ter nenhum aperto financeiro decorrente disso?

Se responder sim para tudo, ainda tenho mais dois pensamentos antes da decisão final: Existe alguma maneira de obter isso pagando menos? ou Será que alguma outra marca não oferece um produto similar?

Depois disso, se quiser mesmo aquele item, acabo comprando.

Interessante é que isso acabou me fazendo criar o hábito de comparar antes de comprar.

Você pode usar esses critérios para qualquer coisa, seja um produto ou serviço, independentemente do preço que custar.

Tenho certeza que essas dicas vão ajudar você a gastar menos do que ganha!

Ninguém consegue sobreviver muito tempo com um orçamento descontrolado.